quinta-feira, 7 de março de 2013

CCJ propõe revisão do funcionamento de comissões permanentes


Uma mudança pontual proposta no Regimento Interno do Senado Federal (Risf) suscitou, ontem (6), discussão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) sobre o funcionamento das comissões permanentes da Casa.


Projeto de resolução (PRS 41/2011) apresentado pelo senador Cyro Miranda (PSDB-GO) proíbe a realização de audiências públicas e reuniões de subcomissões e comissões temporárias do Senado simultaneamente às reuniões ordinárias das comissões permanentes. O projeto delega à Mesa do Senado a coordenação desta agenda, na tentativa de evitar eventual coincidência de horários.

Vista

Autor de pedido de vista da matéria, o senador José Pimentel (PT-CE) acredita que o problema vai além das audiências públicas e reuniões de subcomissões e comissões temporárias. Caso o projeto fosse aprovado sem mudanças, Pimentel argumenta que só restariam a segunda e a sexta-feira - dias em que não há reuniões ordinárias de comissões permanentes - para realizar reuniões de comissões mistas destinadas à análise de medidas provisórias (existem 23 funcionando no momento) e de comissões parlamentares de inquérito (CPIs), por exemplo.

- Deveríamos pedir vista para fazer uma reflexão mais aprofundada - argumentou.

Os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR) e Pedro Taques (PDT-MT) acreditam ser necessário valorizar o trabalho das comissões permanentes, ampliando-se a aprovação de propostas em decisão terminativa para desafogar as votações em Plenário. Também defendem o agendamento de reuniões ordinárias nas segundas e sextas-feiras. Taques condenou, entretanto, a delegação da agenda das comissões para a Mesa do Senado, pelo risco de se burocratizar este trabalho.

Constrangimento

Além da falta de qualidade nas votações, Cyro Miranda chama atenção para outro problema causado pela sobreposição de reuniões: o constrangimento de fazer audiências públicas sem a presença sequer do senador requerente.

- Nós não podemos continuar convivendo com esse corre-corre - desabafou.

A queixa também tem o respaldo do relator do PRS 41/2011, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

- A situação atual é insustentável e tem inviabilizado a coordenação das agendas dos senadores, que não têm condições objetivas de comparecer às diversas reuniões de comissões e subcomissões. A solução dada pelo autor do projeto nos parece totalmente adequada. Efetivamente, sem impedir o funcionamento dos demais colegiados, é necessário priorizar as reuniões ordinárias das comissões permanentes - sustentou.

Os senadores peemedebistas Sérgio Souza (PR), Waldemir Moka (MS) e Luiz Henrique (SC) também defendem mudanças que possam tornar o trabalho das comissões permanentes mais eficiente.

Se aprovada pela CCJ, a proposta seguirá para exame da Comissão Especial de Reforma do Regimento Interno.

Fonte: Senado Federal

Bancada evangélica pede proteção para eleição de presidente da Comissão de Direitos Humanos


A bancada evangélica e o líder do PSC, deputado Andre Moura (SE), pediram há pouco ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, proteção para a eleição do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias — que, após impasse na reunião da tarde de hoje, foi remarcada para amanhã às 9h30 no Plenário 14.


Moura pediu que a nova reunião seja restrita a parlamentares e assessores. Segundo o líder da bancada evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), isso é necessário para que a escolha seja feita “sem a torcida de um lado ou de outro”.

Na reunião de hoje, houve protestos de representantes de movimentos de defesa dos direitos humanos contra a indicação, pelo PSC, do deputado Pastor Marcos Feliciano (SP) para presidir o colegiado. Feliciano disse ter sido agredido até mesmo fisicamente, ao final da reunião, por manifestantes que formaram um corredor na saída do Plenário da comissão.

O PSC informou que não vai trocar o nome indicado pelo partido, o que é uma reivindicação dos movimentos que protestaram hoje. O secretário de Educação da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis (ABGLT), Tony Reis, defendeu que seja indicado outro nome do PSC, e não alguém que tenha feito declarações “homofóbicas e racistas” no passado.

Feliciano se defendeu e disse que as declarações a que Reis se refere foram feitas fora do contexto. Ele se declarou a favor dos direitos humanos e seguidor de princípios cristãos.

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

Câmara aprova projeto sobre reenquadramento de servidores de Rondônia


O Plenário aprovou ontem (6) o Projeto de Lei 4787/12, do Executivo, que fixa os salários dos servidores, policiais civis e militares e empregados municipais e estaduais de Rondônia que optaram por fazer parte do quadro em extinção da União. A matéria deverá ser votada ainda pelo Senado.


Poderão optar pela remuneração, no prazo de 90 dias após a publicação da futura lei, os servidores e militares estaduais admitidos até março de 1987; no caso dos municipais, a data de referência é dezembro de 1981.

A possibilidade de opção pelo quadro da União foi estabelecida por uma emenda constitucional em 2009 (EC 60). Rondônia deixou de ser um território em 1981, mas somente em 1987 seu primeiro governador eleito tomou posse, data considerada como de efetiva instalação do estado.

Salários

Os salários previstos no PL 4787/12 chegam, por exemplo, a R$ 19.699,82, referentes à remuneração dos delegados da Polícia Civil em final de carreira, a partir de janeiro de 2014. Para outras categorias, como do magistério superior, de policiais e bombeiros militares e do plano de cargos de outros servidores, o texto prevê reajuste também a partir de 2015.

Para o Plano de Classificação de Cargos (PCC-RO) dos demais servidores civis, o projeto cria uma gratificação de desempenho, atribuída com base em um mínimo de 30 pontos e um máximo de 100 pontos. Os cargos de nível superior receberão de R$ 1.105,10 a R$ 3.717,00 no fim de carreira.

Em contrapartida à opção, tanto os servidores quanto os empregados públicos de Rondônia terão de abrir mão de vantagens concedidas por decisão administrativa ou judicial, de natureza individual ou geral.

Caso ocorra diminuição de salário, a diferença será paga como Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI), que será absorvida por ocasião do desenvolvimento na carreira ou de outros aumentos.

Segundo o governo, o impacto orçamentário da medida será de R$ 988 milhões em 2014 e de R$ 1,08 bilhão de 2015 em diante.

Vínculo com Rondônia

Os funcionários reenquadrados continuarão prestando serviço ao governo de Rondônia sem custo para o estado. Um decreto do Executivo vai regulamentar a forma de aproveitamento desses servidores e empregados em órgãos e entidades federais.

Entretanto, o pagamento de horas extras e adicional noturno desses servidores ficará a cargo de Rondônia.

O Executivo federal poderá delegar ao estado a responsabilidade pelos atos de gestão de pessoal, como promoção, movimentação e exoneração, mas estabelecerá anualmente um limite de aumento de despesas para esses atos.

Críticas e apoio
O deputado Júlio Cesar (PSD-PI) foi o único parlamentar a falar contra o PL 4787/12. Segundo o deputado, o projeto não teria previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e vai beneficiar um estado que tem renda suficiente para se manter sem o reforço da União. É muito bom governar um estado quando a União paga todos os seus servidores, criticou.

Deputados de Rondônia, no entanto, disseram que a medida faz justiça aos servidores. Não é privilégio, é um direito nosso, disse o deputado Moreira Mendes (PSD). Já a deputada Marinha Raupp (PMDB) disse que a aprovação do projeto vai dar um passo para diminuir as desigualdades regionais.

Das galerias, servidores comemoraram a aprovação da proposta.

Fonte: Câmara dos Deputados Federais


Comissão aprova parecer da MP que destina recursos para atingidos pela seca


A comissão mista criada para analisar a Medida Provisória 587/12, que beneficia as famílias de agricultores atingidos pela seca do ano passado, aprovou, ontem (6), o parecer do relator, deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE). Também ficou acertada a fusão da MP 587/12 com a MP 603/13, por tratarem do mesmo tema.


As medidas foram editadas para normatizar os valores do chamado seguro-safra. Dessa forma, agricultores do Nordeste afetados pela seca receberão um pagamento adicional de R$ 280 originados do Fundo Garantia-Safra e mais R$ 160 do Auxílio Emergencial Financeiro.

O deputado acredita que o auxílio aos agricultores afetados pela seca entre na pauta de votação do Plenário já na próxima semana.

Raimundo Gomes de Matos destaca que incluiu em seu relatório os produtores da zona canavieira. “Para que os produtores de etanol, os produtores de álcool, os plantadores de cana, pudessem também ter essa subvenção. Quem plantou milho, está no Nordeste e perdeu milho. Quem está plantando cana também está no Nordeste que não teve chuva. Essa cultura não estava sendo contemplada, por isso nós acrescentarmos em nosso relatório, a fim de que os plantadores da zona canavieira fossem contemplados.

Grãos
Ao mesmo tempo, está previsto no texto um quantitativo de milho para alimentar os rebanhos. Raimundo Gomes de Matos alterou o texto original e elevou de 300 mil toneladas para 550 mil toneladas os estoques do grão para que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) possa atender aos produtores.

Agricultores do Sul

No total, 14 emendas foram apresentadas à MP 603/13 e 18 alterações sugeridas ao texto da MP 587/12. Das 32 emendas, 18 foram acolhidas pelo relator e 14 rejeitadas. Entre elas, a formulada pelo deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que propôs uma equalização das taxas cobradas dos agricultores inadimplentes do Sul do País.

Segundo Raimundo Gomes de Matos, a emenda afetaria a adequação financeira e orçamentária da MP. Nós precisaríamos de mais R$ 5 bilhões para dar atenção ao Sul. A produção do Sul é bem diferente do Norte e do Nordeste. Por isso é que nós não acolhemos, a princípio, essa matéria relativa ao Sul. Mas eu creio que no Plenário essas medidas provisórias, a 603 e a 587, contarão com o consenso dos parlamentares, já que a comissão oficializou o relatório.

Recursos

Instituído pela Lei 10.420/02, o Fundo Garantia-Safra garante indenização aos agricultores familiares residentes na área de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Para receber o benefício, o agricultor familiar deve aderir ao fundo e comprovar ter sofrido perda de pelo menos 50% da produção de feijão, milho, arroz, mandioca ou algodão devido às intempéries climáticas. Atualmente, o valor pago é de R$ 680.

Os deputados cearenses Raimundo Gomes de Matos e Mauro Benevides (PMDB) discutem o assunto. Assista.Já o Auxílio Emergencial Financeiro, criado pela Lei 10.954/04, destina-se a socorrer famílias com renda mensal média de até dois salários mínimos, nos municípios em estado de calamidade pública ou situação de emergência, reconhecidos pelo Executivo federal.

Mudança de prazo

Ainda conforme a MP 587/12, excepcionalmente para a safra 2012/2013, a adesão dos agricultores ao Fundo Garantia-Safra não terá de preceder o início do plantio, pois o período de chuvas da região da Sudene está muito irregular. Segundo o governo, o objetivo é evitar prejuízos aos agricultores familiares atingidos pela seca nesta safra.

Com o pagamento adicional ao Garantia-Safra, a estimativa do impacto financeiro em 2012 será de R$ 218,7 milhões. Segundo o governo, não haverá custos em 2013 e 2014. Os custos estimados com a elevação do valor do auxílio emergencial serão de R$ 49,2 milhões neste ano, e de R$ 120,9 milhões no ano que vem. O governo também afirma que não haverá custos em 2014.

Desde 6 de fevereiro, a proposta passou a trancar a pauta da Câmara.

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013


Trabalhador protegido pelo INSS bate recorde

Fonte: http://clippingmp.planejamento.gov.br/
Total de pessoas filiadas à Previdência chega a pelo menos 67,5 milhões em 2012, com aumento de 70% sobre 2003
Em plena era de Pibinhos — a produção de bens e serviços no país cresceu apenas 2,7% em 2011 e próximo de 1% em 2012 —, o mercado de trabalho aquecido tem segurado não só a arrecadação do governo e a popularidade da presidente Dilma Rousseff, como garantido a assistência previdenciária a cada vez mais brasileiros. A criação de milhares de postos com carteira assinada, a formalização de quem estava sem direitos trabalhistas e a filiação de profissionais autônomos têm turbinado a base de contribuintes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Dados referentes a 2011, fechados recentemente pelo governo, apontam a existência de 64,3 milhões de trabalhadores com pelo menos uma contribuição mensal, um recorde. O total representa crescimento de 61% em relação a 2003, quando somavam apenas 39,9 milhões. Com isso, eles garantem a aposentadoria no futuro e a renda em caso de imprevistos, como doenças ou acidentes que os impeçam de trabalhar temporariamente ou de forma permanente.

Os números de 2012 ainda não foram contabilizados, mas a estimativa oficial é de que, com a geração de 1,6 milhão de postos com carteira assinada, somada à formalização de outros sem registro e à entrada de mais autônomos e empregadas domésticas diaristas, a base do INSS tenha chegado aos 67,5 milhões de segurados. É uma alta de quase 70% sobre 2003. 

Nesses 10 anos, a quantidade de trabalhadores que têm se filiado à Previdência Social cresceu ao ritmo de 6,2% ao ano, bem acima da média de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), chegando a taxas próximas de 8% em 2008 e 2010. Em 2011, o INSS viu sua base avançar 6,8%. Para 2012, é esperado aumento de pelo menos 5% do total de filiados. 

Conforme o Ministério da Previdência, os principais responsáveis pelo expressivo incremento da cobertura do INSS são os segurados empregados, basicamente do setor de serviços e comércio, destacando os de alimentação, alojamento, transporte, armazenagem e comunicações. A exceção no segmento industrial, que registra encolhimento de vagas, é a construção civil, que tem sido forte geradora de vagas formais.

Autônomos 
Há, no entanto, um outro grupo de segurados que têm chamado a atenção dos técnicos da Previdência: o aumento dos que trabalham por conta própria, os autônomos, que incluem as empregadas diaristas e os microempreendedores. Eles passaram de 7 milhões em 2003 para 11,3 milhões em 2011, um aumento de 62,4%. É um desempenho pouco acima dos 61% quando se analisa a base completa, incluindo os segurados empregados.

“Além do próprio avanço do emprego formal, o crescimento da renda dos brasileiros nos últimos anos, aliado ao esforço de conscientização do governo, possibilitou que muitos trabalhadores entrassem no sistema previdenciário”, afirma o economista João Saboia, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O salário mínimo teve ganho real, acima da inflação de 86,1% desde 2003. 

Saboia destaca que a melhora nos rendimentos possibilitou ao trabalhador recolher a contribuição previdenciária para o INSS sem afetar muito seu orçamento. Isso inibiu parte dos acertos entre empregados e patrões que combinavam salário maior, sem registro em carteira, e atraiu uma parcela dos autônomos. “A contribuição dos contribuintes individuais é alta, de 20%. É pesado”, afirma.

Para o secretário de Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência, Leonardo Rolim, o ingresso de contribuintes individuais é resultado tanto do aumento da renda quanto da preocupação com o futuro. “É um misto das duas condições. O autônomo começa a perceber que INSS não oferece só aposentadoria, mas também os chamados benefícios de risco, e que o custo da contribuição compensa ter esse seguro social”, avalia. 

Rolim aponta a fiscalização intensa do governo como fator importante no aumento dos segurados empregados formalizados, além da maior percepção do empregado de que não vale receber um pouco mais de salário, por meio de acordos informais com o patrão, e ficar desprotegido.

Reforço no caixa
Além da melhora da renda dos trabalhadores, que eleva a base sobre a qual incidem as contribuições do INSS do empregado e do patrão, o acesso de mais profissionais ao sistema previdenciário tem garantido arrecadação mais gorda para o governo e aliviado o fechamento das contas. Em 2012, as receitas previdenciárias somaram R$ 310,6 bilhões, 5,6% acima das de 2011. 

Com isso, a Receita Federal faturou R$ 1,029 trilhão em tributos, num cenário em que houve queda no recolhimento dos principais impostos e contribuições pagos pelas empresas, principalmente as do setor industrial, cuja produção encolheu 2,7%. Quando incluídos os recursos previdenciários, os cofres públicos foram engordados em 0,7% acima da inflação em 2012. Sem a parcela do INSS, a queda foi de quase 2%.

Para 2013, o governo conta novamente com a ajuda da Previdência para aumentar os recursos em caixa. E é o que deve acontecer, pois a base de contribuintes com renda sobre a qual incidem o recolhimentos ao INSS deve continuar crescendo. “A tendência é de manter o avanço, tanto com a geração de postos de trabalho quanto com a formalização dos que atuam na informalidade”, acredita João Saboia, lembrando que 2014 é ano eleitoral, em que o governo abre as comportas dos gastos públicos para incentivar a atividade econômica.

Ainda minoria 
Apesar do aumento do total de contribuintes individuais, de 7milhões para 11 milhões entre 2003 e 2011, o número ainda é baixo. Somente 30% das empregadas domésticas estão protegidas pela Previdência Social. Elas recolhem para o INSS como seguradas individuais. Há ainda aquelas com carteira assinada, mas com salário registrado abaixo do de fato recebido. Esse mecanismo favorece o empregador, que recolhe contribuição menor, mas prejudica a empregada, pois, se ela precisar se afastar do trabalho por doença ou acidente ou engravidar, receberá um benefício inferior ao salário, além de ter uma aposentadoria futura mais baixa.


O autônomo começa a perceber que INSS não oferece só aposentadoria, mas também os chamados benefícios de risco, e que o custo da contribuição compensa ter esse seguro social”
Leonardo Rolim, secretário de Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência

Avanço entre as mulheres

O perfil do mercado de trabalho, que tem revelado maior ingresso das mulheres, se reflete na base de contribuintes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Enquanto a filiação de homens aumentou 5,3% em 2011 ante 2010, 7,6% mais de trabalhadoras passaram a pagar contribuição previdenciária no mesmo período. O levantamento do Ministério da Previdência mostra também maior ritmo de crescimento entre os mais jovens e os mais velhos. 

O número de trabalhadores até 19 anos contribuindo para o regime aumentou 20,8% entre 2010 e 2011 e, na faixa entre 65 e 69 anos, o avançou foi de 12,6%. Por outro lado, entre os trabalhadores de 20 a 29 anos, o número de contribuintes subiu bem menos, 3,5% em média. Na parcela de 30 a 54, os índices variaram entre 5,7% e 8,1%, passando à casa dos 11% a partir dos 55 anos.
As regiões mais pobres do país — Nordeste, Norte e Centro-Oeste (sem incluir o Distrito Federal) — foram as que mais tiveram adesão de trabalhadores ao sistema previdenciário. Motivo: nessas áreas, a informalidade da mão de obra é maior. Entre os estados, o ranking foi encabeçado por  Pernambuco, Rondônia e Alagoas, com avanço de 9,5% a 12,7%. O DF está entre os de menor alta, 5,4%.

Riscos
O secretário de Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência, Leonardo Rolim, reconhece que parte do incremento dos contribuintes autônomos se deve aos empreendedores individuais, que pagam apenas 5% do salário mínimo para o INSS. São profissionais que trabalham por conta própria, podendo ter até um empregado, na informalidade. O benefício foi criado por lei em 2008 e atinge quem fatura até R$ 60 mil por ano, ou R$ 5 mil brutos por mês. É uma faixa de tributação abaixo dos microempresários que estão no sistema Simples.

Rolim diz que a contribuição previdenciária desse grupo cobre apenas os chamados benefícios de risco — auxílio-doença, auxílio-acidente, salário-maternidade, aposentadoria por invalidez e pensão por morte. Não conseguem cobrir o custo com as aposentadorias futuras por idade, o que pode gerar maior impacto nas contas da Previdência no futuro. 

Segundo ele, o sistema tem duplo objetivo a curto prazo: formalizar o negócio desses profissionais e aumentar a produtividade, já que passam a ter acesso a crédito. Com isso, parte deles deixa de ser empreendedor individual para se tornar microempresário, com outra faixa de tributação.

Autor(es): ANA D"ANGELO
Correio Braziliense - 04/02/2013 


A maranhense Regina Rosário Leal Azevedo, hoje com 90 anos, contribuiu como autônoma e se aposentou aos 61 anos
Para conhecer dona Regina do Rosário Leal Azevedo só marque a hora, porque quem conta o tempo é ela. O relógio das horas não interessa mais. Aos 90 anos ela ensina como chegar à longevidade suavemente, sem reclamar das dores e se assustar com as mudanças no corpo e no espírito.
Na casa desta maranhense, a conversa é mesmo na entrada, vendo o movimento da rua. “Nasci em São Luís e comecei a trabalhar cedo, aos 18 anos, numa fábrica de tecidos. Ganhava por peça. Um dia sofri um acidente e perdi metade do dedo anelar. Fui amparada pela Previdência Social e recebi uma indenização da empresa”, lembra. Com este dinheiro, comprou a casa que mora com um dos quatro filhos. (mais…)
O concurso público para provimento de 500 vagas para o cargo de Analista do Seguro Social do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi autorizado pela Portaria n° 17 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (31).
O edital de abertura do concurso público deve ser publicado em até seis meses, a contar da data de publicação da portaria.
O provimento dos cargos, que depende de autorização da ministra do Planejamento, está condicionado à existência de vagas na data da nomeação e à adequação financeira e orçamentária.

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4 de fevereiro de 2013 | Postado por denise.zandrade em Sem categoria - (0 Comentários)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

INSS revisa benefícios e 454 mil receberão reajuste em 1º de fevereiro



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DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO
Atualizado às 19h57.
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) revisou 2,3 milhões de benefícios, dos quais 454 mil estão ativos na folha de pagamento do instituto e vão receber o reajuste médio de R$ 109 a partir da próxima sexta-feira, 1º de fevereiro.
A revisão envolve benefícios concedidos entre 2002 e 2009 por incapacidade (auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez) e as pensões por morte deles originadas. Segundo o Ministério da Previdência Social, o valor da correção ultrapassa R$ 6 bilhões.
Dos 2,3 milhões de benefícios revisados, 454 mil receberão o novo valor já na folha de pagamento de janeiro, que começa a ser paga hoje. Como os segurados que se enquadram no reajuste têm benefícios acima do salário mínimo, o pagamento estará disponível a partir da próxima sexta (1º).
O impacto dos benefícios ativos nas contas da Previdência será de R$ 49 milhões por mês (R$ 637 milhões por ano, levando-se em conta o pagamento do 13° salário), e o reajuste médio será de R$ 109 por benefício.
O 1,8 milhão restante são de benefícios que já foram concedidos e suspensos --caso de quem recebeu o auxílio-doença por alguns meses. A diferença será paga entre 2013 e 2022, seguindo cronograma divulgado hoje (veja tabela abaixo). Serão necessários aproximadamente R$ 6 bilhões para pagar os valores retroativos.
Outros 2,2 milhões de benefícios ainda estão sendo analisados e também podem ser alterados nos próximos meses, segundo o ministério.
CONSULTA
Para consultar se têm direito ao reajuste, segurados e ex-beneficiários possuem dois canais: o site da Previdência e a Central 135.
Na internet, a revisão dos benefícios pode ser consultada diretamente aqui. Por telefone, o atendimento é feito de segunda a sábado, das 7h às 21h, mas a Previdência recomenda ao segurado que a ligação seja feita no período da tarde.
Será necessário informar o CPF ou o Número do Benefício (NB). Caso opte pelo NB, será exigido também a data de nascimento e a confirmação do nome completo do beneficiário.
A Previdência informa que o valor do pagamento não será informado --apenas se o segurado tem ou não direito ao reajuste-- e que, como a revisão está sendo realizada automaticamente, beneficiários não precisam procurar uma Agência da Previdência Social (APS).
Os que têm direito à revisão vão receber uma correspondência em casa, informando a data e o valor do pagamento. O primeiro lote de cartas foi liberado hoje, segundo o ministério.
ENTENDA
A revisão dos benefícios foi estabelecida após acordo entre o INSS, o Ministério Público Federal e o Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas) em agosto de 2012 e é resultado da mudança na interpretação do inciso II do artigo 29 da Lei 8.213 de 1991, que trata da fórmula de cálculo dos benefícios por incapacidade, conhecida como Revisão dos Auxílios.
Pelo acordo, mais de 17,4 milhões de benefícios concedidos entre 2002 e 2009 tiveram de ser revisados. A Previdência disse que 11,5 milhões não se enquadraram nos critérios da alteração, 1,2 milhão está dentro da revisão, mas não tem direito a alteração no valor mensal do benefício, e 2,2 milhões ainda estão em análise (o reprocessamento será concluído nos próximos meses, diz o ministério).
PAGAMENTO
O cronograma de pagamento dos benefícios já cessados foi definido pelo acordo entre as partes, utilizando como critérios a situação do benefício (ativo ou cessado), a idade dos beneficiários em 17 de abril de 2012 (data da citação da Ação Civil Pública) e a faixa de atrasados.
A prioridade do pagamento será para beneficiários mais idosos, com menores valores e ativos. Consulte abaixo o cronograma de pagamentos.
(RENATA AGOSTINI E LUCAS SAMPAIO)
CronogramaBeneficiário
Data de pagamentoSituação do benefício (em 17.abr.2012)Faixa etáriaFaixa atrasados
mar.2013ativoa partir de 60 anostodas as faixas
mai.2014ativode 46 a 59 anosaté R$ 6.000,00
mai.2015ativode 46 a 59 anosde R$ 6.000,01 até R$ 19.000,00
mai.2016ativode 46 a 59 anosa partir de R$ 19.000,01
mai.2016ativoaté 45 anosaté R$ 6.000,00
mai.2017ativoaté 45 anosde R$ 6.000,01 a R$ 15.000,00
mai.2018ativoaté 45 anosa partir de R$ 15.000,01
mai.2019cessado/suspensoa partir de 60 anostodas as faixas
mai.2020cessado/suspensode 46 a 59 anostodas as faixas
mai.2021cessado/suspensoaté 45 anosaté R$ 6.000,00
mai.2022cessado/suspensoaté 45 anosa partir de R$ 6.000,01
+ CANAIS

fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1220656-inss-reajusta-23-milhoes-de-beneficios-valor-ultrapassa-r-6-bilhoes.shtml